404: democracy not found

Democracy is seen as the form of government that best serves people and contributes the most to the progress of society. Although democracy has clear advantages over other systems that were proved destructive to society, for democracy to work, a combination of several factors is necessary: a transparent election process, well-informed citizens, with developed critical thinking and constantly stimulated.

Activism is necessary, i.e. it is necessary for people to take actions in their daily lives for the collective and individual good.

It is necessary to have more eficiency in governments, more regulated companies, focus on solving individual and collective problems instead of creating divisions between us.

Serious journalism is needed!

 

It is necessary that journalism be independent of capitalism and the state, in order to fulfill its function of scrutinizing the matters at hand and informing citizens. Right now journalism is being controlled by groups of companies, who write what they want, when they want, to guarantee their profits.
They manipulate the public opinion through their platforms, satisfying their whims instead of informing and educating. We can see this in the way they select what is reported and the language they use in the news, on the radio, and even in newspapers that claim to be independent.

The media, instead of informing and educating people and scrutinizing the work of the state, chose the path of fear, sensationalism, and so people began to lose faith in them.

this is not democracy

In Portugal and in the world, fewer and fewer people vote, in the 2019 Portuguese legislative elections less than 50% of the population exercised their duty to vote.

Five million votes, in a population that in 2006 had 500,000 members among the five main parties. when they are able to influence family and friends to vote for their party, fewer people remain to make a decision based on political programs or an informed assessment of candidates’ actions.

The parties do not publicly disclose the number of militants, which prevents us from knowing for sure, we believe that there should be complete complete transparency at this level, as we know the number of daily covid cases, it was important to understand the number of people infected by politic cultists.

The growing disconnect with the state isn’t just due to the lack of effective measures on the part of the different political parties, the lack of measures is the result of their focus on winning elections and growing up in militants while forgetting about society.

the government and the state are not working

People who are part of the government today have enormous power over everyone else. They have the power to decide the rights and freedoms of the other 99.99% of the population.

The current way of governing is not being able to adapt to the reality in which we live, in the information age, everything is processable by big data models, making current governments the most informed about the problems and needs of the population so it should be easier to take better decisions.

We are led by groups of individuals who are extremely capable of reciting speeches but unable to understand the information presented to them and to make good decisions. Why?

What system do we live in, when governments perpetuate capitalism for the poor and socialism for the rich? In a system in which countries democracy is bought.
the banks deceived the people and politicians, they grew in their power and nowadays they provide a good that should be essential and free for all, including the functions of the state, that of making payments and receiving payments in a secure manner.

Disinformation campaigns define the outcome of elections, and from there the laws arise.

In the United Kingdom they fed the dream that the power of the British was being consumed by the European Union and therefore there was a consensus of public opinion for Brexit, however 5 years after that decision voters only see their money being wasted while the problems of society are ignored in favor of meetings to disagree with brexit.

In the U.S. they also fueled daydreams that if an outsider like Trump were elected he would be able to purge the installed powers and return the state to the people for the people. Now, he has ordered the military to shoot Americans who protest for their rights.

Successive governments make promises during the campaign that they abandon when taking office.

We are faced with the reality of seeing that our opinion is neither important nor heard, we are in the middle of a war of information and disinformation, with the actors on each sidecan be more or less identified.

This system is causing people to distance themselves from each other, to focus exclusively on their own survival and well bieng while ignoring what happens around them.

 

people forget the state because the state has forgotten people.

a origem dos movimentos fascistas

Em resposta às políticas autoritárias, violentas e anti-progressistas do fascismo, surge o movimento assumido como antifascista. Um dos primeiros grupos antifascistas será, sem dúvida, o grupo italiano “Arditi Del Populo”, que surgiu em resposta à tática legalista, e não violenta, adotada pelo Partido Socialista Italiano e o Partido Comunista Italiano. Este método foi de facto aplicado pelos sindicatos e organizações ligadas a estes dois partidos e formalizado pelo pacto de 3 de Agosto de 1921, assinado com o Partido Fascista Italiano. Na mesma altura, era criada a Organização pela Vigilância e Repressão do Antifascismo, a polícia secreta do regime fascista italiano. 

Enquanto isso, na Alemanha, o KPD (Partido Comunista Alemão) priorizava a sua luta contra a Social-Democracia (o SPD) usando, se necessário, alianças com o NSDAP (partido nazista) para aprovar moções de censura contra o governo social-democrata ou organizando greves conjuntas. Prioridade que perdurou entre os anos 20 e 30, acabando em 1932 quando o KPD, dos quais vários militantes eram regularmente agredidos pelos militantes do NSDAP, decidiu organizar uma conferência, no dia 25 de Maio do mesmo ano, que marcou a criação da primeira “Ação Antifascista”, na qual colaboraram organizações do KPD e do SPD, em oposição ao NSDAP ( partido nazista ). Foi, aliás, nesta conferência que surgiu a primeira versão do logotipo atualmente usado pelos antifascistas em todo o mundo, com duas bandeiras, mas com as duas bandeiras de cor vermelha.

durante os anos 80,

Durante os anos 80 surge uma nova vaga de organizações antifascistas com a criação da rede descentralizada inglesa do “Anti-Fascist Action”, ou ainda da rede “No Pasarán”, criada na França. Esta nova vaga diferencia-se do antifascismo dos anos vinte e trinta pela sua independência das estruturas partidárias e da incorporação de organizações anarquistas autónomas.

O próprio modelo organizativo é alterado, passando a ser descentralizado, organizado de forma horizontal por coletivos locais e autônomos, que colaboram entre si em várias ocasiões, mas sem direção internacional. Estes grupos também se diferenciam dos seus antecessores pela recusa de se unir, seja com a direita, seja com a esquerda parlamentar, vista como reformista, em parte responsável pelo crescimento da extrema-direita e potencialmente perigosa para a luta e o modelo organizativo do movimento antifascista.

De facto, as políticas reformistas não permitem uma mudança suficiente perante as exigências da classe trabalhadora, acabando por alimentar as frustrações da classe mas, também, o sentimento de traição que leva algumas destas pessoas a procurarem outra alternativa que pode ser a extrema-direita. Também é conhecido que os movimentos reformistas são adeptos da apropriação e controle dos movimentos sociais, que lhes permite garantir uma parte do seu eleitorado pela partilha do seu programa nestes movimentos ou pela visibilidade que estes lhe dão. Esta diferença da “nova geração antifascista” leva à alteração do próprio logotipo, que passa a ser composto por uma bandeira preta e uma vermelha, significando a união entre anarquistas e socialistas na luta antifascista.

o movimento antifascista hoje

A situação de crescimento da extrema-direita nos últimos anos, um pouco por todo o mundo, levou a um novo ressurgimento do movimento antifascista em vários países do mundo.

Mantendo um formato próximo das organizações dos anos 90, os chamados “Antifas” voltaram organizar-se e mobilizar em várias ações que decorreram em oposição direta às manifestações de grupos neonazis/identitários ou à presença de elementos da extrema-direita em conferências partidárias, levando de novo a luta antifascista para a rua e criando, em várias ocasiões, confrontos violentos entre neonazis e antifascistas. Esta violência, no entanto, surge apenas em defesa dos ataques de militantes neonazis contra manifestações que defendem pautas democráticas e dos Direitos Humanos, ou até as próprias manifestações antifascistas.

em Portugal, fascistas não passarão

o movimento antifascista também acabou por ressurgir, ainda que um pouco mais tarde. Assim, durante o ano de 2016, assistimos ao aumento da presença e da reorganização de grupos neonazis/identitários como a “Nova Ordem Social”, o “Escudo Identitário” ou ainda a “Hammerskin” e a “Blood and Honour”. Movimentos que se desenvolveram sem grande obstáculo perante a conivência das autoridades e dos nossos responsáveis políticos, convencidos de que o fenômeno seria residual e portanto, iria desaparecer de si mesmo. Ao mesmo tempo assistimos também à presença de elementos antifascistas, novamente estabelecidos em Portugal, que trouxeram com eles a experiência da luta antifascista, vivenciada no estrangeiro, e ajudaram na mobilização de ativistas antifascistas que se encontravam dispersos ou pouco organizados. Ao mesmo tempo, começaram a surgir vários outros movimentos sociais envolvidas nas lutas pelo feminismo, a causa LGBT ou ainda a luta ambiental, que partilham da ideologia antifascista.

Foram criados novos núcleos antifascistas que mantiveram relações entre si, de forma a tentar coordenar a luta em Portugal, mas também com organizações estrangeiras localizadas em Espanha (especialmente na Galiza) e na França, e ainda noutros pontos do mundo, através da sua adesão à rede “Alternative International Movement” (AIM).

heading?

A AIM, sendo uma rede internacional de contra-cultura antifascista ativa em 32 países espalhados pelo mundo e que tem por objetivo ocupar o espaço cultural para impedir a apropriação e recrutamento da extrema-direita, mas também apoiar as várias lutas sociais que ocorrem nos países onde estão estabelecidas as suas secções, a adesão a esta estrutura deu a oportunidade ao movimento de perceber a dinâmica desta luta noutros países, aproveitando as diversas experiências e pontos de vista para criar e implementar o seu próprio modelo organizativo e os seus métodos de ação.

A partir de 2010 observamos uma generalização desta forma de “internacionalização” da luta nos diferentes coletivos antifascistas espalhados pelo mundo, através da adesão à AIM, ou a outras estruturas internacionais, como resposta às ligações que a própria extrema-direita criou e reforçou nos últimos anos. Esta tática de internacionalização das relações entre coletivos antifascistas acabou por levar a uma nova forma de organização destes coletivos, que foge um pouco da estrutura que o movimento adotou nos anos 90. Pode-se observar na maioria dos coletivos atuais um modelo híbrido entre a independência partidária e a recusa de alianças com o reformismo da esquerda parlamentar, própria do movimento nos anos 90, bem como a estruturação das organizações e a sua centralização através de coordenações nacionais ou internacionais, própria do movimento inicial dos anos 20-30.

A luta do movimento antifascista contemporâneo em Portugal

O ressurgimento do movimento antifascista em Portugal e o reforço da sua atividade e presença levou à criação, em 2018, de uma “Frente Unitária Antifascista” (FUA), inicialmente composta por organizações de esquerda, entre as quais organizações anti-racistas, feministas, LGBT, associações pelo direito à habitação, coletivos antifascistas, partidos políticos e sindicatos. Uma frente criada no final de uma conferência sobre a extrema-direita organizada em Braga que revelou a presença, a atividade e a forma como se organizavam vários grupos de extrema-direita em Portugal, na qual também foi debatida a questão do regresso possível do fascismo no Brasil, com a eleição do Bolsonaro, e que levou as várias organizações e pessoas presentes a exprimir a vontade de unirem esforços na luta contra a extrema-direita em Portugal e no mundo.

A criação desta frente permitiu também a organização de várias ações, nas quais estiveram envolvidas várias organizações e pessoas que tinham aderido a FUA, ou que a apoiavam. Estas ações foram várias e diversificadas, desde a oposição direta, como as duas contra-manifestações organizadas em Braga em resposta a uma concentração do PNR, e da tentativa de criação de um núcleo do “Escudo Identitário”, ou ainda a contra-manifestação organizada em Coimbra em resposta ao protesto do PNR, contra a vinda de um ativista LGBT brasileiro para uma conferência na Universidade, de tomada de posição como em Agosto de 2019 com a manifestação organizada em resposta a uma conferência neonazi internacional em Lisboa, ou ainda na série de manifestações anti-racistas e contra a violência policial que a Frente Unitária Antifascista co-organizou ou na qual participou, em resposta aos casos dos jovens afrodescendentes agredidos na esquadra da PSP na Cova da Moura, da violência policial nas intervenções no bairro da jamaica e durante a detenção da Cláudia Simões, do assassinato do jovem estudante cabo verdiano Giovani em Bragança, ou ainda em resposta a agressão e insultos racistas sofridos pela Nicol no Porto por um agente de segurança de transportes públicos.

a frente unitária Antifascista

Mas a Frente Unitária Antifascista não foi apenas criada para responder aos ataques da extrema-direita e as consequências do seu crescimento e atividade. Também foi criada para poder consciencializar o povo atravès de conferências e debates, que foram organizados sobre várias questões como a luta sindical, os direitos LGBT, a luta feminista ou ainda a luta anti-racista, em colaboração com várias organizações e personalidades reconhecidas destas áreas, levando a que cada vez mais pessoas possam perceber o que é o fascismo, o antifascismo e as diferentes lutas envolvidas no confronto entre estas duas forças.

Também foram realizadas várias ações de cariz social, como a angariação de fundos e ajuda na remodelação de um local pertencente a uma associação sócio-cultural que permitiu a sua reabertura, a recolha de bens e alimentos para pessoas em situação precária e sem-abrigos, ou ainda o apoio nas várias lutas com a qual a FUA esteve alinhada.

Vários eventos culturais foram também organizados com o objetivo de poder ocupar este espaço no qual a extrema-direita se tenta infiltrar para ganhar novos adeptos. Eventos como o festival Rock Contra o Racismo organizado em Braga, a projeção de vários documentários sobre as revoluções em curso no mundo ou ainda sobre a situação no bairro da Exarcheia na Grécia, que contou com a participação do realizador do documentário, o Yannis Youlountas, que permitiram oferecer uma alternativa à cultura mainstream com a disponibilização de uma agenda cultural revolucionária e antifascista, aberta a todos e todas, inclusivo as populações mais precárias que acabam por não ter acesso a cultura por causa dos custos de acesso a mesma.

Durante estes últimos 4 anos que marcaram o ressurgimento do movimento antifascista em Portugal, comprovou-se que este movimento era o contrário do que ditam alguns preconceitos segundo os quais os antifas seriam gente violenta, interessada apenas pela destruição da propriedade privada e conflitos físicos com neonazis. um grupo alarmista sem nada mais para fazer e focado num hipotético perigo imaginário ou marginal ou ainda um grupo de comunistas dirigidos pelo BE ou pelo PCP quando, na verdade, o movimento é composto por elementos de várias ideologias e não é controlado por qualquer partido político.

ento antifascista e o setor reformista em Portugal

De facto, o movimento antifascista em Portugal tem vindo a ser o protagonista dessa luta e a assumir a primeira linha de combate contra a extrema-direita e as organizações neonazis que tem vindo a se desenvolver em todo o território. Mas infelizmente, os ataques contra ele não tem vindo apenas da extrema-direita, como era de esperar, mas sim de uma grande parte do setor reformista português, representado por partidos parlamentares e organizações que lhe são ligadas. O mesmo setor que hoje quer tentar assumir esta luta quando há ainda uns meses atrás, acusava os antifascistas de exagero e de alarmismo quando estes denunciavam a extrema-direita e as suas organizações. O mesmo setor que se lembrou de ser antifascista apenas quando a atenção mediática começou a virar-se para esta luta e que irão esquecer-se deste antifascismo quando a atenção mediática desviar para outro assunto.

Durante estes últimos 4 anos que marcaram o ressurgimento do movimento antifascista em Portugal, comprovou-se que este movimento era o contrário do que ditam alguns preconceitos segundo os quais os antifas seriam gente violenta, interessada apenas pela destruição da propriedade privada e conflitos físicos com neonazis. um grupo alarmista sem nada mais para fazer e focado num hipotético perigo imaginário ou marginal ou ainda um grupo de comunistas dirigidos pelo BE ou pelo PCP quando, na verdade, o movimento é composto por elementos de várias ideologias e não é controlado por qualquer partido político.

o movimento Antifascista nos próximos meses

No entanto, quero acreditar que o setor reformista irá perceber com o tempo, que a união é a única solução se queremos um dia vencer a extrema-direita de forma definitiva. E por isso, acho importante o movimento antifascista continuar a enviar convites a este setor para que este participa nas suas ações mas, também, que participe nas do setor reformista, recusando-se ao divisionismo e sectarismo. Algo que teremos oportunidade de ver no dia 25 de Julho, com a convocação da 2° Mobilização Nacional Antifascista, pela qual os convites foram enviados também a este setor. 

O movimento antifascista sempre se mostrou aberto a colaborações com todas e quaisquer organizações e pessoas que defenda valores progressistas. Fora alguns grupos marginais e sectaristas que tendem a desaparecer com o tempo, todos os grupos estiveram envolvidos em várias lutas, lado a lado com os ativistas de outras pautas que constituem também a luta antifascista. Sejam estas lutas dirigidas pelo setor reformista ou não. O movimento antifascista expressou por várias ocasiões a sua vontade de unir as forças progressistas em torno da luta antifascista e de criar uma unidade de ação efetiva, na qual os sectarismos e divisionismos não são tolerados e na qual as divergências políticas são deixadas de lado para poder priorizar a luta contra o inimigo em comum das forças progressistas que representa a extrema-direita.

O objetivo nos próximos meses será sem dúvida de continuar a reforçar os contactos e colaborações que tem vindo a serem desenvolvidas nos últimos anos especialmente nos últimos meses, para garantir mais força e potencial para derrotar a extrema-direita e as suas organizações, e defender os valores democráticos e de liberdade que levam o movimento antifascista a assumir a cada dia que passa a primeira linha desta luta.

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Nota : Este artigo é uma analíse e uma tomada de posição individual, não podendo ser levado como posicionamento das organizações pelas quais milito.

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